seguranca-dados-pacientes

Dados são o novo petróleo. Se você fizer uma rápida busca pelo Google encontrará referências a esta citação feita por muitos altos executivos e meios de comunicação atuais. Uma vez que entramos na geração mais digitalizada da história, os dados que geramos na Internet são processados cada vez mais com rapidez e inteligência pelas empresas para serem usados em publicidade, pesquisas e outros fins.

Entendido esse rumo, a Europa se antecipou ao restante do mundo e aprovou uma nova regulamentação internacional para a proteção desses dados pessoais, que entra em vigor no próximo dia 25 de maio de 2018.

O Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), nome em português para a normativa, deve ser cada vez mais referenciado a partir deste mês, inclusive nos países fora do continente europeu como o Brasil.

Isso porque, aos poucos, as pessoas estão se dando conta do valor dos dados que fornecem diariamente e das consequências geradas quando eles são manipulados sem consentimento - vide escândalo recente que envolveu o Facebook e a empresa Cambridge Analytica, que coletou indevidamente dados de mais de 87 milhões de usuários, sendo 443 mil brasileiros.

E mesmo no Brasil, em que ainda não contamos com uma legislação sólida de segurança, é questão de tempo até que pressões externas comecem a demandar mudanças neste cenário, pois a medida já começou a afetar alguns setores da economia.

As empresas brasileiras que mantém relações de troca de dados com qualquer país da União Européia, por exemplo, já deverão compartilhar o mesmo nível de proteção das informações - e as multas pelo descumprimento da lei podem chegar até a 600.000€.

atencao O que isso tem a ver com seus pacientes?

Se você se comunica com os pacientes por email, WhatsApp, ou armazena as informações em uma agenda não segura - seja de papel ou online - está tratando os dados de seus pacientes de forma vulnerável. E na saúde dados são valiosos, pois são essenciais para que se possam extrair diagnósticos do paciente.

Por isso, você é responsável pelos dados que coleta de seus pacientes e é importante aplicar medidas técnicas e organizativas corretas para garantir o tratamento destas informações. Este princípio exige uma atitude consciente, cuidadosa e proativa.

O armazenamento em nuvem - desde que realizado com softwares reconhecidos e com protocolos de segurança rígidos - a criptografia de dados e o backup das informações são critérios que você deve adotar para aumentar a proteção das informações que capta dos seus pacientes e já falamos sobre elas em nosso blog.

Mesmo que o Brasil ainda não tenha obrigações semelhantes às aplicadas na União Europeia, estar em conformidade com os padrões internacionais é cada vez necessário devido ao tráfego global das informações e também porque punições baseadas no Código de Defesa do Consumidor são possíveis de serem aplicadas.

artigo relacionado