O mercado da saúde pós-pandemia: como a inovação está transformando o setor

Sem saber que era impossível, o coronavírus foi lá e fez”. É assim que Regiane Relva Romano, assessora do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e professora de inovação e tecnologia, descreve a intensa transformação tecnológica no setor da saúde nos últimos meses.

Regiane foi uma das convidadas de um webinar exclusivo organizado pela Doctoralia em parceria com o TuoTempo, a fim de fomentar a discussão sobre os impactos da atual pandemia no mercado da saúde: como as dificuldades serviram como acelerador para a digitalização de processos, a adoção de soluções inovadoras e a popularização da telemedicina.

A título de exemplo, a ferramenta de telemedicina da Doctoralia realizou nos últimos 4 meses cerca de 200 mil consultas online, somando quase 10 mil profissionais de saúde que oferecem a modalidade aos seus pacientes.


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Também participaram da conversa Fernando Dantas, Gerente Executivo de Experiência Digital no Grupo Hermes Pardini (um dos mais renomados laboratórios do país e que também já presta atendimentos à distância de qualidade aos pacientes com a ajuda da Doctoralia), e Fábio Lux, Gerente de novos projetos do Grupo DocPlanner no Brasil.

Neste artigo, destacamos os principais pontos abordados no webinar. Se você tem interesse em assistir o vídeo na íntegra, dirija-se ao final da página e aperte o play. 😉

Índice:

Como o setor da saúde tem se transformado tecnológicamente nos últimos meses?

Empresas que já adotavam uma gestão inovadora antes da pandemia estão um passo à frente na adaptação ao atual cenário?

Quais os primeiros passos para empresas que querem adotar práticas inovadoras, mas não sabem por onde começar?

Quais aprendizados o delicado cenário de pandemia está deixando para gestores de centros médicos, profissionais da saúde e empresas do setor?

Webinar na íntegra: o mercado da saúde pós-pandemia


Como o setor da saúde tem se transformado tecnologicamente nos últimos meses?

De acordo com a professora Regiane, antes da pandemia da Covid-19 nós estávamos no meio de uma revolução. Agora, já estamos caminhando para uma pós-revolução. Ela cita como exemplos a transformação bancária e do varejo, que digitalizaram muitos de seus processos para oferecer uma melhor experiência e hoje seus clientes já estão habituados ao relacionamento online.

Regiane complementa dizendo que a integração dos múltiplos canais – WhatsApp, SMS, e-mail, chat, etc – é muito importante para manter uma comunicação próxima com o paciente durante este período de isolamento social e, para isso, ferramentas online são ideias. 

E diante de tantos pontos de contato, outro cuidado muito importante é a centralização de dados. Quanto mais você conseguir entender os dados de forma holística, melhor você vai conseguir utilizá-los para entregar um serviço personalizado. 

O setor da saúde se digitalizou quase que “da noite pro dia”, então é natural que alguns estabelecimentos ainda estejam se adaptando. Porém, negócios que desejam se destacar no mercado precisam contar com um bom software de gestão ou sistema de relacionamento com o paciente (CRM) que permita a centralização de dados.

Fernando Dantas diz que ainda enxerga a tecnologia como a capacidade de aumentar o potencial humano. Na saúde, ela agrega facilidade, acessibilidade e informação, mas exige um bom planejamento de ação para que seja capaz de acolher o paciente – que estava acostumado a ser acolhido presencialmente – e não crie novas barreiras. 

Segundo ele, a pandemia não mudou as necessidades de inovação, apenas as acelerou. O que era impensável ou demoraria anos para ser aplicado em um curso natural, tornou-se possível em tempo recorde. Tanto pacientes, como a indústria e os profissionais da saúde estão se reinventando.

Empresas que já adotavam uma gestão inovadora antes da pandemia estão um passo à frente na adaptação ao atual cenário?

Fernando explica que “a inovação traz uma necessidade de atualização de cultura, ou seja, para que você consiga realmente entregar mudanças que fazem sentido, é preciso que esse pensamento faça parte do dia a dia da companhia”.

Empresas que já tinham a inovação em seu DNA e acreditavam que evoluir é inevitável estavam mais preparadas para responder à pandemia e conseguiram se reinventar com agilidade, o que fez com que se destacassem no mercado atual.

Para Regiane, “a inovação é a transformação da novidade em valor”, ou seja, investir em diversos equipamentos tecnológicos sem levar em consideração os problemas a serem solucionados pode ser um grave erro. 

O ideal é que gestores de clínicas façam um diagnóstico da situação para identificar as “dores” do negócio e entender se as oportunidades de melhoria estão no atendimento, na gestão ou na experiência do paciente, por exemplo.

Ela segue dizendo que, agora, a tecnologia é a única forma pela qual os negócios - tanto os grandes quanto os pequenos - vão sobreviver, já que estamos vivendo em um mundo “figital”, que mistura o físico com o digital. 

Quais os primeiros passos para empresas que querem adotar práticas inovadoras, mas não sabem por onde começar?

A primeira dica do Dantas para clínicas e hospitais que desejam implantar uma gestão inovadora reforça o conceito: inventar é diferente de inovar e a ponte entre as duas coisas é agregar valor. Coloque-se no lugar do paciente, entenda sua jornada e como sua experiência pode ser melhorada.

Ele destaca um pensamento que o marcou durante seus estudos: “apaixone-se pelo problema, e não pela solução”. Portanto, o ponto de partida para uma iniciativa inovadora é estudar a fundo o desafio a ser superado, suas causas, as possibilidades de melhoria, a aplicabilidade de cada alternativa e quais benefícios elas trarão.

É importante trazer ainda o conceito de Inovação Aberta, que propõe um processo colaborativo, onde startups e companhias compartilham conhecimento, referências e ideias com o objetivo de colocar estratégias inovadoras em prática com mais facilidade e menos tempo. 

Quais aprendizados o delicado cenário de pandemia está deixando para gestores de centros médicos, profissionais da saúde e empresas do setor?

O principal aprendizado que o setor levará, segundo os participantes, é de que não há outra opção senão inovar. Clínicas e consultórios com modelos de gestão tradicionais, aversão à tecnologia ou dificuldade em aproveitar os benefícios da digitalização ficarão para trás.

A pandemia impôs a popularização da telemedicina, acelerou a transformação digital e mostrou a todos – pacientes, gestores e médicos – que a tecnologia tem sim a capacidade de, proporcionar acolhimento à distância, otimizar tarefas do dia a dia e, o mais importante, humanizar o atendimento.

Webinar na íntegra: o mercado da saúde pós-pandemia

Assista ao vídeo completo e aprofunde-se no tema:

Webinar saúde pós pandemia - Doctoralia + TuoTempo