Marcio Zapparoli Oftalmologista Curitiba Doctoralia

Assumidamente um adepto da tecnologia, tanto na vida pessoal como profissional, o Oftalmologista Marcio Zapparoli criou seu perfil na Doctoralia há pouco mais de um ano e acredita ser um caminho sem volta na sua carreira –  que começou em 2004, quando ele concluiu a Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná.

A predileção pela Oftalmologia veio logo no início da curso. Márcio conta que sempre procurou uma especialidade multifacetada e que lhe desse opções para diversificar os atendimentos entre clínico, cirúrgico e exames complementares e, nessa busca, a oftalmologia surgiu como a primeira opção.

Desde 2008, o profissional integra o corpo clínico do Hospital de Olhos do Paraná (centro de excelência em oftalmologia) e, há um ano, atua também na nova marca Médicos de Olhos SA, ambos na cidade de Curitiba. Aliás, a possibilidade de seguir o sonho da faculdade e diversificar suas atividades fez com que Márcio optasse por trabalhar em grandes centros médicos, ao invés de se focar apenas no próprio consultório. Hoje, além do atendimento clínico, o profissional ainda realiza atendimentos cirúrgicos envolvendo cirurgias catarata, refrativas e transplantes de córnea.

Hoje você trabalha em centros que são referência em Oftalmologia na cidade de Curitiba. O que te levou a optar por uma grande estrutura, ao invés se focar apenas em um consultório próprio?

Na minha especialidade, e principalmente dentro da área de transplantes, acredito que seja ainda mais enriquecedor a atuação em um centro terciário. Essa estrutura de equipe e logística me possibilita receber pacientes de diversos lugares, além de me permitir resolver casos mais complexos e estar sempre ao lado de novos avanços tecnológicos.

A especialidade de Oftalmologia é muito dinâmica, as atualizações de equipamentos são muito rápidas e os investimentos são altos para manter-se a estrutura de ponta nos equipamentos diagnósticos e cirúrgicos. Estando dentro de um grande centro, tenho mais possibilidades de acompanhar e oferecer esses avanços.

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia tem debatido muito sobre a Telemedicina, especialmente durante a pandemia. Você acredita que a modalidade tem ajudado a cuidar de seus pacientes?

Eu acabei dando orientação remota durante a pandemia, mas de maneira informal e somente para quem já era meu paciente. No início eu entrei em contato com todos, principalmente os que estavam no pós-operatório ou que sofrem doenças crônicas, e pessoalmente busquei dar uma atenção especial a eles.

Na minha visão, a Telemedicina já é útil dentro da Oftalmologia, mas quando aplicada como teleorientação e teletriagem. Em casos mais graves, no entanto, ainda oriento o paciente para o atendimento presencial ou sugiro que ele espere a pandemia ser minimizada. A evolução da modalidade para a Oftalmologia está sendo grande, mas ainda não é uma realidade que pode ser usada em 100% dos casos.

Você se formou em medicina em 2004, mas quando começou a sua trajetória como médico digital? Em que momento sentiu a necessidade de criar sua presença online?

Eu até me arrependo de não ter começado minha trajetória digital com mais antecedência. Essa necessidade surgiu há cerca de 1 ano e meio e, inclusive, foi por uma abordagem da Doctoralia que saí da minha zona de conforto.

A partir do momento em que criei meu perfil na plataforma e fiz uso de fato da ferramenta – porque é preciso ser ativo – ela fez a diferença na minha carreira. Tenho observado que o volume de consultas novas cresceu e que a maioria delas surgem via Doctoralia, salvo algumas indicações. É um nicho de pacientes que provavelmente eu não tinha acesso antes.

Outro ponto interessante é que muitos desses pacientes são jovens, já usam a plataforma e não gostam de ligar.

quotes Costumo brincar que a Doctoralia é o Ifood dos agendamentos médicos: o paciente consegue conhecer o profissional, ler as opiniões de outros pacientes e marcar a consulta. Ultimamente, já quase não mando o telefone do consultório para marcarem a consulta, envio direto o link do meu perfil.

A minha equipe também passou por um treinamento e está super atualizada, o que me ajuda a não ter conflito entre os pacientes que ligam para marcar a consulta e os que agendam online. Agora também é muito mais fácil acessar o banco de dados e entrar em contato eles.

Você também é bastante ativo nas redes sociais. Como sente que estes espaços têm te ajudado a promover o seu trabalho?

Minha atuação nas redes sociais tem funcionado bem, mas acredito que seria ainda melhor se eu tivesse mais tempo para me dedicar e criar conteúdo. Hoje conto com uma agência que me ajuda com a página no Facebook e um dos perfis no Instagram.

Eu ainda sou um pouco sério em frente das câmeras, preciso me soltar um pouco mais para interagir com os seguidores (risos). Mas acredito que o mais importante é estar presente e aparecer disponível nas buscas.

Além disso, tenho um perfil no Instagram mais voltado para meus colegas (@eyephotos2020), onde compartilho os procedimentos cirúrgicos que eu realizo. Esse sim é alimentado por mim e abriu inclusive o diálogo com profissionais e até com acadêmicos de outros países.

Em um post recente no seu Facebook, você relatou que teve seus contatos roubados. Esse episódio te levou a preocupar-se mais com a proteção dos dados? Você faz algum trabalho neste sentido?

Esse foi um golpe do qual fui vítima e afetou principalmente meus contatos pessoais. Depois de passar por essa situação eu instalei um novo antivírus, uso o VPN para tudo e troquei todas as minhas senhas (geradas pela Apple ou pelo Norton).

Ainda assim me considero muito digital e entro de cabeça na tecnologia. Armazeno meus dados na nuvem, faço backup de tudo e confio bastante na Doctoralia para o armazenamento de dados dos meus pacientes.

quotes A Doctoralia veio para ficar e não tem mais volta. Quem ainda não está tão estabelecido, médicos mais jovens e até profissionais experientes têm que embarcar nessa tecnologia, ou vão ficar pra trás.

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