jul 27, 2021

Como ser um pediatra de sucesso aliando a tecnologia à opinião dos pacientes

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Denise Moura Figueira é uma especialista que leva o desafio da humanização em pediatria ao pé da letra. "Não sei se é lugar-comum dizer isso, mas tem que ser real", opina ela quando pergunto sobre como ser um pediatra de sucesso.

Completamente apaixonada pelo que faz, Dra. Denise atende à videochamada com um sorriso no rosto e simpatia de sobra. Mesmo após fechar mais um dia de consultório, atendendo 25 crianças, abriu espaço em sua concorrida agenda para um bate-papo sobre sua história de sucesso na Doctoralia.

Em pouco mais de um ano com o perfil Premium na plataforma, ela já soma um certificado de excelência, mais de 450 opiniões de pacientes e o título de uma das pediatras com melhor reputação online no Brasil. O segredo? "Acolhimento", segundo ela. "Claro que você tem que ter técnica, tem que estar atualizado, ter uma abordagem boa, mas acolhimento é tudo", destaca.

Enquanto aguardava pela entrevista, a pediatra conta que recebeu dois e-mails com opiniões de pacientes pela plataforma. Com grande visibilidade online, Dra. Denise revela que o que mais a atraiu na Doctoralia foi, na realidade, a agenda e o prontuário digital.

"Tenho marcação no consultório, mas muitos pacientes marcam pela internet na Doctoralia. Então, uma das coisas que me atraiu foi parar com aquele negócio da secretária ter que ficar ligando para confirmar consulta. Isso te dá um ganho de tempo legal".

Confira, a seguir, a entrevista e aproveite para se inspirar com a trajetória de sucesso da pediatra carioca.

 

 

Você atua como pediatra há quanto tempo?

Eu me formei pela Universidade Federal Fluminense em 1989. Fiz dois anos de Pediatria e um de Neonatologia justamente para fazer as salas de parto e essas coisas todas. 

No início, eu fazia plantão, emergência e UTI, mas sempre gostei de consultório. Comecei o consultório em 1994 e por muito tempo ele foi meu hobby de luxo: eu tinha uma sala, mas não tinha pacientes (risos). Tinha um emprego para poder manter meu consultório. Mas como eu fazia sala de parto, acabava que o paciente nascia comigo e a mãe dava continuidade. E assim começou lá em Vila Izabel. Na época eu comprei a sala. Por muito tempo mantive ele assim, mesmo sem dar lucro. 

Ao longo dos anos, isso foi mudando e ele deixou de ser a fonte de renda secundária para ser a principal. No início eu não tinha convênio, tenho há uns 10 anos. Então, no início o que engrenava para o consultório era a sala de parto e o boca a boca. Com o tempo e a entrada dos convênios, a visibilidade aumentou, ganhei pacientes e fui largando o emprego que tinha para ficar só no consultório. 

Quando surgiu a sua afinidade com a pediatria? No seu perfil você comenta que foi a experiência do primeiro estágio que define sua trajetória. Como foi?

Foi muito cedo. Há muitos anos atrás, quando eu era estudante de Medicina, teve uma enchente muito intensa aqui no Rio de Janeiro. Eu era acadêmica e eles pediram voluntários para atender nos hospitais de emergência que não tinham médico. Então, fui para o Hospital do Andaraí, para a pediatria e percebi que era o que eu queria. Fiz o internato todo, dois anos de residência em pediatria, um ano de neonatologia que é o estudo do prematuro e aí pronto!

Como você conseguiu se destacar em um mercado tão concorrido como o do Rio de Janeiro?

Olha, eu não fiz nada de diferente. Só atendo, mas acho que é a dedicação. Eu não faço esforço para atender. Claro que me canso como todo mundo, mas não faço muito esforço para fazer [consultório] e acho que esse é o “pulo do gato”.

O que mais te motiva a continuar a seguir em frente na pediatria?

Eu gosto. Faço puericultura, gosto de conversar com os pais, gosto de criança. Eu me renovo. Lógico que eu fico cansada depois de atender 25 crianças por dia. Foi o que acabei de atender hoje e estou bem. Eu gosto de fazer. Eu tenho uma grande amiga de faculdade que começou pediatria comigo e no meio do caminho se interessou por dermatologia e hoje é uma excelente dermatologista. Ela me pergunta como aguento, acho muito engraçado. Mas cada um tem que gostar de uma coisa, né? 

Você é uma das pediatras mais bem avaliadas na Doctoralia. Se pudesse fazer uma autoavaliação, quais os diferenciais que te tornam essa especialista tão querida pelos pacientes?

Dra-Denise-Moura-Figueira-pediatra-na-DoctoraliaFaço consultório desde 1996 e, com o tempo, a gente vai aprendendo a lidar melhor com as pessoas e saber qual é o desejo delas. Na realidade, o desejo de todo mundo é acolhimento. Claro que você tem que ter técnica, tem que estar atualizado, ter uma abordagem boa, mas eu faço consultório há muito tempo e percebo que quando a gente é paciente, mesmo que seja para um acompanhamento, acolhimento é tudo.

Hoje em dia, ter essa empatia e esse acolhimento é essencial e não só para o pediatra. Ter disponibilidade também faz a diferença. E você gostar do que faz. Eu faço consultório todo dia, das 9h às 18h. Se não gostasse, seria algo muito pesado. Também é importante ter identidade e firmeza no que você fala, no que acredita e está prescrevendo, saber do que está falando.

Ao acessar as opiniões dos pacientes no seu perfil na Doctoralia, dá para ver muitos elogios. Eles dizem que a Dra. é atenciosa, atualizada, carinhosa, clara nas explicações...

Sim! Eu respondia muito no início, mas o número de opiniões ficou meio alto, comecei a parar, me embolei e fico com pena de não responder. Mas leio todas as avaliações e uma palavra que chama atenção é justamente: atenciosa. Acho que essa palavra se repete em todas, né? Porque a gente quer ser ouvido em todos os lugares e quando está na consulta também. 

Vi até uma paciente dizendo que sai da consulta já contando os dias para a próxima, de tanto que gosta do seu atendimento.

Eu fico muito feliz. Graças a Deus, consigo viver da profissão que eu escolhi, porque tem muita gente que não consegue, né? Embora sejam bons profissionais… Mas isso é o que fica, sabia? Eu acho engraçado que… Eu fiz auditoria médica há um tempo atrás e em uma aula o professor disse que quando você não gosta de uma coisa, você conta para várias pessoas. Uma estatística válida até para quem trabalha com comércio. Já quando você gosta, poucas são as que escrevem que gostam. Para reclamar a gente sempre está meio disposto, né? É interessante. Hoje mesmo, enquanto eu estava te esperando, recebi e-mails com opiniões de dois pacientes.

Falando nisso, como você entrou na Doctoralia?

Eu entrei na plataforma de um jeito muito interessante: um paciente era promotor de vocês. Comecei em um momento, perto da pandemia. Assinei a Doctoralia em dezembro de 2019 e ele insistiu tanto que pensei: “Deixa eu resolver isso”. Eu estava indo encontrar com a minha turma de faculdade, festa de 30 anos, na estrada para Angra dos Reis e passei o cartão, contratando. Comecei a usar e foi muito interessante. Muita gente me acha pela plataforma. 

Eu trabalho com convênio, então, os pacientes vão no plano de saúde, acham seu nome lá e vão na internet. Quando ele te acha na internet, o outro comentou e aí ele quer. Entendeu? Então, foi uma conquista muito boa eu ter entrado para a plataforma. Foi muito legal.    

O que te levou a criar perfil na Doctoralia foi, então, a busca por mais visibilidade?

Olha, vou ser muito sincera, eu não tinha essa pretensão. O que me atraiu muito foi a Agenda Doctoralia. A questão de você não ter que confirmar [consulta]. Embora às vezes os pacientes olhem [mensagens enviadas pela secretária], sabemos que visualizou e não confirma. 

Tenho secretária, tenho a marcação no consultório, mas muitos pacientes marcam pela internet na Doctoralia. Então, uma das coisas que me atraiu mais foi parar com aquele negócio da secretária ter que ficar ligando. Isso te dá um ganho de tempo legal. 

Eu não achei que ia receber tantos comentários de pacientes, mas me surpreendi muito. Porque as pessoas falam e gostam muito.   

E eu acho pouco tempo. Eu comecei a usar mesmo a Doctoralia em janeiro de 2020, no ano da pandemia. Muita gente fechou consultório, mas eu não parei.

Quais os desafios que você percebe que a Doctoralia consegue te ajudar a resolver como pediatra?

A facilidade. Eu não tenho blog, página, nem nada. O que eu acho que me ajuda é na visibilidade e na questão da agenda. Até virei uma propagandista de vocês. Eu falo para os meus colegas que às vezes se queixam pelo movimento no consultório. Falo: “Gente, isso dá uma visibilidade”. 

"Eu não sabia, não foi nem minha intenção, mas tenho uma parte muito boa do aumento do número de consultas pela plataforma. E isso foi um grande diferencial para mim. Eu sempre pergunto para os pacientes como é que eles me acharam, para todos. Às vezes você está no grupo de mães do colégio ou do condomínio, mas muita gente vem pela Doctoralia".

Como vem sendo sua experiência com a digitalização da saúde? Você tem usado a agenda online. Envia lembretes de consultas para os pacientes também?

Até então eu usava agenda de papel, com uma letra que só eu entendia. Embora eu goste de informática, eu achava que quando o médico usava o computador ele não olhava para o paciente. 

Como pediatra eu tenho que olhar para o bebê, para a mãe, para a avó e para a tia. É muita gente para olhar, né? Agora está um pouco reduzido devido à pandemia, mas eu me perguntava: “Como vou digitar, escrever e olhar para o paciente?”. Essa era a minha barreira, só essa. Então, comecei a fazer o prontuário digital e eu amei, me apaixonei. Agora, se não tiver internet eu já fico doida. Só quero fazer dessa maneira. Facilitou muito a rotina. Foi um ganho muito bom.

Por coincidência, um convênio que eu tenho agora faz uma integração em que você tem que passar todas as consultas para a plataforma dele. É uma exigência desse convênio, um prontuário digital. É uma beleza, agora estou rapidinha! Já faço na Doctoralia e copio e colo para lá. Então, foram ganhos para todos os lados. Eu só tenho a agradecer. 

Como você acredita que vai ser a pediatria no pós-pandemia?

consultorio-Dra-Denise-pediatra-no-Rio-de-JaneiroNo início a gente estava vendo muita alteração de comportamento. Mães e pais sobrecarregados com o home office e a criança na tela porque não tem outra coisa para fazer. Vimos muito atraso de fala e atraso de desenvolvimento.

No ano passado, ninguém tinha uma “ite”, nenhuma doença, porque estava todo mundo em casa. Em novembro e dezembro, as crianças começaram a voltar para a creche e começaram a voltar um pouco os quadros infecciosos. O que a gente está vendo um pouco agora, este ano e que tem me chamado demais a atenção é a questão metabólica das crianças. Triglicerídeos aumentados, insulina aumentada, sobrepeso… E tudo o que existia de maneira menor como a criança ter medo de alguma coisa, cresceu a um ponto que virou fobia. Quem comia um pouco a mais, está comendo demais. Acho que tudo exacerbou muito.

O que vai ficar para a gente, fora a parte emocional, porque todo mundo tem uma história para contar de uma perda, é a parte física, por conta do erro alimentar e falta de exercício, e a parte econômica, porque muita gente foi mandada embora, perdeu o plano de saúde e vai priorizar outra coisa. Isso impacta em todo mundo, pelo menos em quem vive de convênio como a maioria dos médicos. 

Por outro lado, também tem seus ganhos, muitas famílias estão convivendo mais e tendo mais tempo juntas. Mais descobertas, alimentação em casa e mais equilibrada do que na rua... Como tudo na vida, tem perda e ganho.

Como você acredita que a internet ajudou a facilitar a jornada do paciente e a conexão com o médico nesse cenário?

Em tudo. Se não fosse a internet e os meios de comunicação, seria uma catástrofe maior do que é. Porque, com isso, a gente consegue pelo menos ver alguém, falar com alguém. E é fundamental se distrair de alguma maneira.   

O pediatra tem muito o desafio da humanização em pediatria. Como você avalia a contribuição da internet para esse atendimento mais humanizado ao paciente?

A internet facilita porque os pacientes têm acesso a você 24 horas por dia. Você está muito próximo do paciente o tempo todo. Eu já me acostumei e não me incomoda o paciente ter meu celular. Como eu já fazia, acho que mudou muito pouco da minha rotina.   

Para fechar: quais dicas você daria a outros especialistas sobre como ser um pediatra de sucesso?

Eu não sou uma pediatra de sucesso, sou só uma pediatra. A gente lê alguma coisa, o representante de laboratório dá muita informação para a gente, a gente faz curso, recebe muita informação. Então, se tem alguma coisa que eu não sei, eu vou procurar estudar. Claro que eu tenho experiência, fazendo a mesma coisa há tanto tempo, mas costumo dizer que o pediatra é o clínico geral de criança. Quando preciso de ajuda, recorro a um especialista. Se não sei, falo que não sei. 

Não sei se é lugar-comum dizer isso, mas tem que ser real. Às vezes uma mãe me pergunta se pode ficar tranquila com alguma coisa e eu respondo: “Claro que não, quando você é mãe não pode ficar tranquila nunca mais. (Risos)”. Então, acho que é você entrar no dia a dia do paciente. É tanta coisa. Eu falo de igual para criança, não tenho medo. É uma experiência tão boa, eu gosto. Tenho umas quatro ou cinco pacientes que se tornaram mães e agora estou cuidando dos filhos.

(Doutora inscrita no CRM: 519261).


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