jan 22, 2021

A endocrinologista que todo paciente gostaria de ter por perto

Prof. Dhianah Santini Endocrinologisa  Doctoralia

Dhianah Santini tem contribuições nas áreas clínica, científica, acadêmica e social. Médica há quase 20 anos, é doutora em Endocrinologia & Metabologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Professora no curso de Medicina e Coordenadora da Clínica Médica da Universidade Estácio de Sá (UNESA), além de palestrante e Gerente Médica de Pesquisa em Diabetes na Amil Clinical Research.

Ao conhecê-la, no entanto, não parece que seja dona de uma agenda disputada como esta. Dhianah faz parte daquela classe de médicos que todo mundo sonha em ter por perto: realmente se dedica à saúde, além de ser uma profissional extremamente humana, atenta ao interlocutor e engajada em extrair o melhor da relação com os pacientes.

Seu comprometimento social - a especialista colabora para a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e para a Sociedade Brasileira de Endocrinologia - e o compromisso que estabelece com os pacientes também são traços tão notáveis na sua carreira quanto o restante do currículo.

Na entrevista a seguir, Dhianah Santini fala mais sobre esse trabalho e conta como extrapolou a geração do offline e do boca-a-boca para se tornar uma médica que usa a tecnologia de forma estratégica na carreira e no cuidado aos pacientes. Confira!

O que você acredita ser mais eficiente para engajar pacientes que precisam passar por tratamentos a longo prazo, como é o caso da diabetes?

Eu acho que existem dois pilares: o primeiro deles, sem dúvidas, é a educação em relação ao problema.

Essas doenças crônicas dependem muito do comportamento do paciente e, por isso, ele precisa ser muito ativo no seu tratamento e no que se refere à dieta, uso correto dos medicamentos e prática de atividade física.

É diferentemente do paciente que tem uma doença aguda e que ocupa uma posição passiva, em que a equipe médica faz todo o tratamento. No caso das doenças crônicas, se o paciente não estiver muito interessado, o tratamento não tem o mesmo resultado.

Por isso, sempre que eu começo o trabalho com um novo paciente e me preocupo em explicar muito bem sobre sua doença e sobre as condições associadas. Procuro ser sincera e realista para que ele entenda o seu quadro, o que pode vir a acontecer e o que é possível fazer para mudar.

Quando o paciente entende o problema, ele se convence e aprende a gerenciar melhor a sua doença, desenvolve o autocuidado. É por isso que eu não me canso de educar.

E o segundo pilar importante nesse processo é criar uma relação médico-paciente muito robusta. O paciente precisa sentir muita credibilidade e confiança no meu trabalho, além de se sentir respeitado para que realmente queira cumprir as minhas orientações.

E ainda falando sobre a relação médico-paciente, como você se organiza para manter o contato com um paciente em tratamento?

Eu ainda gosto muito do contato telefônico e essa será sempre a melhor forma do paciente se comunicar comigo.

Como hoje em dia é extremamente frequente que os pacientes precisem fazer uma pós consulta, seja para enviar um exame, ou tirar uma dúvida, também procuro reforçar que eles têm esse canal de comunicação aberto comigo.

Além disso, conto muito com o suporte da minha secretária, que é muito disponível e me ajuda a fazer um filtro de casos urgentes.

Você já era uma médica digital antes de criar o seu perfil na Doctoralia? Em que momento sentiu a necessidade começar essa trajetória online?

Eu sempre resisti muito às mídias sociais, por exemplo, mas acabei aceitando para me adaptar a essa nova necessidade do mundo. Meus alunos da universidade, que estão na faixa dos 19 aos 24 anos, foram os que mais insistiram para que eu criasse meus perfis.

Já a Doctoralia chegou de forma diferente: estava me mudando de consultório e precisava de uma ferramenta que me ajudasse a comunicar esta mudança para meus pacientes. Como eu sou da geração do boca-a-boca, não tinha passado pela minha cabeça que a internet poderia ser a solução.

Foi conversando com um profissional que eu conheci a Doctoralia e pedi a visita de um representante no meu consultório. No mesmo dia eu já me convenci de que era o que eu precisava: reunir todo o meu trabalho em uma única ferramenta de busca.

Como tenho uma vida profissional com muito conteúdo, me dediquei uma tarde inteira para preencher o meu perfil, mas ele ficou completíssimo, como todo o meu lattes.

Na semana seguinte à minha mudança, usei a ferramenta de Campanhas da Doctoralia para avisar os pacientes sobre o novo endereço, pedi ajuda da equipe de suporte na importação dos dados e foi excelente.


doctor-profile-pic

Aproveitando o gancho: como tem sido sua experiência após digitalizar alguns serviços do consultório, como a agenda e o prontuário?

Digitalizar o consultório foi fundamental. Na época em que comecei a atender, todos os meus dados ainda ficavam no papel. Além de não ter mais espaço para armazenar tanto documento, imagine como era difícil para a minha secretária encontrar um prontuário em meio a outros dois mil?

Por isso, há mais de dez anos fiz a mudança e já venho usando o prontuário eletrônico com todos os requisitos necessários para validá-lo como um documento médico de valor: armazenamento na nuvem, certificado de segurança, backup, entre outros.

E como eu atendo em mais de um consultório e agora também passei a atender online, ter o prontuário dos meus pacientes digitalizado é fundamental. Eu levo o meu computador e, para onde vou, tenho esse documento em mãos.

Isso sem falar na questão das receitas. Já vi muito erro em uso de medicação porque o paciente não entende a letra do médico e isso é algo bem grave. Imagine o caso de um paciente que usa a insulina, por exemplo, se eu receitar 3 unidades e ele entender que são 30? Isso seria fatal!

Estas orientações precisam estar muito claras e a prescrição eletrônica me ajuda a resolver problemas como este. Sem contar que é um recurso que dinamiza a logística do meu atendimento. Posso usar melhor o tempo da consulta informando e educando o paciente, e não escrevendo.

Mesmo no auge da pandemia, você já consegue visualizar o legado que ela deve deixar para os médicos? E de que forma acredita ser possível aprimorar a jornada do paciente pós-COVID 19?

Sem dúvidas. Na verdade, a pandemia só acelerou algumas mudanças que já estavam acontecendo, por exemplo:

Já existia a necessidade do paciente precisar de atendimento fora do ambiente presencial e não tínhamos nenhuma formalização legal para fazer esse tipo de consulta. Com a pandemia, pudemos formalizar a telemedicina.

Esse tipo de atendimento nos hospitais também já era uma tendência muito grande. Eu trabalho no Hospital PróCardíaco, onde já tínhamos estabelecida a teleorientação de médico-para-médico para alguns casos de pacientes neurológicos. Isso há mais de cinco anos. Como é difícil pagar uma equipe de neurologistas para estar 24 horas de plantão, este procedimento já havia sido estabelecido em alguns hospitais.

Não acredito que algum dia vamos abrir mão da consulta presencial, até porque o exame físico se faz extremamente necessário em alguns casos, mas a telemedicina veio para somar. Eu acho que o médico que não se adaptar a essa realidade vai ficar para trás.

Clique para conhecer seu perfil profissional e acompanhá-la pelo Instagram.

Conte com a Doctoralia na sua rotina de trabalho!

Tenha uma plataforma completa para acompanhar seus pacientes durante toda a jornada. 

Saiba mais