Eugene Borukhovich é reconhecido internacionalmente como especialista em E-health e Inovação. Além do cargo de Digital Health Incubation & Innovation que ocupa atualmente na Bayer, também está a frente de algumas startups e fundações de saúde e tecnologia, como a Future Health Foundation.

Em Barcelona, Eugene concedeu uma entrevista ao Blog de Especialistas da Doctoralia para falar sobre a atual revolução da medicina e sua visão sobre estar na Internet hoje como profissional da saúde.

Acompanhe no vídeo abaixo:

A seguir também é possível ler a entrevista na íntegra.

Como a tecnologia vem mudando a medicina nos últimos anos?

Se pensarmos em 10 anos atrás, os modelos de negócio tradicionais continuavam de certa maneira e as coisas ainda se tratavam mais sobre o B2B. Mas hoje, eu acredito que os pacientes já estejam preparados, eles estão monitorando e gerando os seus próprios dados, interagindo em comunidades, redes sociais e aprendendo entre eles. E, com certeza, isso vem acelerando muito os sensores e ferramentas de auto monitoramento que estão disponíveis, de acordo com cada doença.

Como você acredita que essas novas tecnologias aplicada à saúde vão melhorar a experiência dos pacientes?

Como todos nós sabemos, as experiências mudam muito de acordo com a doença. Tomando como base uma experiência pessoal na família, mesmo que você já tenha superado um câncer de mama, você ainda acorda no meio da noite. E e acho que parte do desafio não é para os inovadores que estão tentando testar novas coisas, mas sim para os pacientes. Cabe a eles avaliar se esses milhares de aplicativos e ferramentas realmente fazem sentido.

O que determina que essas tecnologias se tornem aplicáveis na medicina?

A existência de todas essas tendências tecnológicas não significa que elas serão adotadas pelo médico ou pelo paciente. Com certeza já existem muitas inovações, como chatbots, a inteligência artificial - que é um termo muito amplo -, mas o que todas essas tendências realmente significam para o paciente? Porque nós automaticamente, como consumidores de saúde e como pacientes, queremos sentir os impactos e os resultados reais que elas no trazem.

Que conselhos daria aos médicos que ainda não deram esse passo para a Internet?

Minha recomendação para médicos e profissionais de saúde é: engajem. Eu sei que o tempo é limitado. Vocês têm entre 10 e 15 minutos com o paciente, mas façam isso, porque eles realmente estão preparados.

Hoje existem muitas plataformas que conectam médicos e pacientes na Internet. Você as considera positivas para a área da saúde?

Eu acredito no valor de conectar médicos e pacientes. Além disso, acredito que ambos lados precisam se unir, porque não se pode sobrecarregar os médicos mas, por outro lado, os médicos precisam ser mais próximos e realmente dizer o que pensam.

 

Para saber mais, acompanhe Eugene Burokhovich no Twitter - @healtheugene. Se você gostou da entrevista, compartilhe-a em suas redes sociais.