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Confira neste artigo algumas práticas para fazer uso inteligente das plataformas online e impulsionar a sua trajetória 2.0.

A comunicação online é hoje é a rainha da vez. Whatsapp, Facebook, sites e aplicativos de e-mail se tornaram ferramentas cotidianas na vida dos mais de 100 milhões de brasileiros que acessam a internet, justamente por facilitarem os contatos e o acesso rápido à informação, seja entre empresas e consumidores, pais e filhos, ou qualquer outra esfera de relacionamento que se imagine.

Na área de saúde não é diferente e muitos profissionais e clínicas do mundo todo abraçaram o uso das ferramentas digitais com um objetivo muito claro: eles querem estar onde seus pacientes estão, isto é, online. Seja para se tornar mais reconhecido, para melhorar a reputação, ou ajudar a esclarecer residuais dúvidas de uma consulta, a internet tem tido um papel fundamental no marketing médico.

Se você é profissional de saúde e ainda não tem presença digital, faça uma rápida busca no Google por sua “especialidade + localização” e verá que muitos especialistas já ocupam esse território e são encontrados mais facilmente pelos pacientes do que você.  Por outro lado, se você já é parte dessa grande comunidade, confira algumas práticas para fazer uso inteligente das plataformas online e impulsionar a sua trajetória 2.0.

1| Escreva com simplicidade e clareza: não importa se você vai responder a uma dúvida no Doctoralia, criar um texto para seu site ou enviar um e-mail. A regra de ouro é ter sempre claro para quem você está escrevendo. Quando dialogar com o paciente, recorde-se que ele provavelmente não estudou o mesmo que você e não conhece o vocabulário técnico de saúde.

Por isso, seja direto, use termos simples e, sempre que possível, apoie-se em dados ou estudos para dar credibilidade à sua ideia. Se precisar escrever muito conteúdo, utilize recursos como bullets, listas numéricas e parágrafos curtos para facilitar a leitura e deixar o texto mais leve.

2| Esteja atento aos comentários e mensagens: se você está na internet, é muito importante reservar tempo e disponibilidade para dialogar com os usuários que estão interessados em seu perfil profissional. Muitas vezes, uma consulta médica ou uma recomendação são geradas por uma simples resposta sua ao paciente, que é tida como um ato de atenção. .

Tenha no celular aplicativos de e-mail e de redes sociais que te ajudem a gerenciar suas contas e ser mais ágil nas respostas e evite deixar o internauta sem retorno, isso pode ser uma experiência frustrante para ele.

3| Tire dúvidas pela internet. É benéfico, desde que feito com cautela: responder às perguntas feitas por pacientes é sempre oportuno  pois, além melhorar sua reputação e relevância na internet, você contribui para fomentar conteúdo responsável sobre saúde.

No entanto, procure sempre uma plataforma com credibilidade e que tenha moderação para validar perguntas e respostas antes de serem publicadas. Isso te dá autonomia para escolher o que realmente pode e deseja responder sem dar expectativas ao paciente. Além disso, a moderação evita o recebimento de perguntas desrespeitosas ou fora de contexto e o envio de respostas de especialistas sem qualificação e que descredibilizam o site.

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4| Seja aberto, mas objetivo com o tipo de ajuda que você pode prestar online: para não gerar expectativas frustradas no seu paciente e muito menos ficar online as 24 horas do dia, aclare como é sua conduta online e com que tipos de informações você pode ajudar.

Uma boa dica é ter um disclaimer no rodapé do e-mail ou no descritivo de seus perfis profissionais com os horários e tipos de questionamentos que você tem disponibilidade para responder.

5| Sigilo profissional vale também para internet: no ambiente online a regra é a mesma da vida real. Nunca exponha ou faça referência a casos de seus pacientes para promover seu trabalho, seja em forma de conteúdo ou de publicidade (vide o Manual Brasileiro de Publicidade Médica).

Para preservar a privacidade dos pacientes, é importante assegurar que as trocas por e-mail, por exemplo, sejam criptografadas e arquivadas em um registro médico eletrônico, a fim de documentar as interações entre paciente e médico. O Gmail, por exemplo, já é um provedor que conta com opção de mensagem criptografada, tornando mais segura a troca de mensagens quando este módulo está ativado.

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